Olímpio Oliveira celebra história e memória de Campina Grande em entrevista à Rádio Borborema
Capa TV Borborema

Durante entrevista concedida à tradicional Rádio Borborema, o vereador Olímpio Oliveira destacou a importância de preservar a memória e valorizar os personagens que ajudaram a construir a identidade cultural de Campina Grande. A conversa aconteceu em meio ao retorno da emissora às suas atividades regulares, marco que o parlamentar classificou como um momento de emoção e resgate histórico.

Olímpio relembrou que a Rádio Borborema foi inaugurada em 1949, no auge do ciclo do algodão, época em que Campina despontava como polo de desenvolvimento econômico e artístico. Ele citou nomes consagrados que tiveram suas trajetórias impulsionadas pela emissora, como Fernando Silveira, Deldato Borges, Heraldo César e Genival Lacerda, ressaltando o papel da rádio na difusão da cultura local e na projeção da cidade em nível nacional.

Durante a entrevista, o vereador falou também sobre o projeto “Encantos de Campina”, uma iniciativa pessoal que transformou seu amor pela cidade em ação educativa e cultural. O projeto nasceu de forma espontânea, quando Olímpio passou a contar histórias sobre os locais e personagens de Campina Grande para sua filha, Giovana, durante passeios de domingo. A experiência inspirou a criação de uma série de vídeos e publicações nas redes sociais, nos quais o parlamentar resgata memórias, curiosidades e acontecimentos que marcaram o município.

“Encantos de Campina” tem duplo significado: refere-se tanto aos “cantos” — ruas, praças e bairros históricos — quanto ao “encantamento” que a cidade desperta. O objetivo, segundo Olímpio, é valorizar personagens anônimos que contribuíram para o desenvolvimento local, mesmo sem ocupar cargos de destaque. Entre as histórias relembradas, o vereador citou o gesto solidário de Manoel Alexandre, homem simples que alimentou Frei Caneca durante sua prisão em Campina, e o engenhoso Duca Paulino, mecânico responsável por construir um tanque de guerra artesanal durante a Revolta de Princesa Isabel.

Outros nomes curiosos também ganharam destaque, como Cristino Pimentel, cronista e dono de uma “fruteira” que se tornou ponto de encontro de intelectuais campinenses. Sua história ficou marcada pelo encerramento inusitado do estabelecimento, que reuniu orquestra, festa e até uma ata determinando que todos os copos e pratos fossem quebrados para evitar arrependimento.

Olímpio explicou que suas pesquisas se baseiam em uma ampla biblioteca pessoal, no blog “Retalhos de História de Campina Grande”, e, principalmente, na oralidade popular, ouvindo moradores e colecionando memórias que não constam nos livros. Ele lembrou ainda o pioneirismo de Tobrian, responsável por trazer o primeiro aparelho de televisão à cidade em 1951, quando a novidade atraiu multidões para o Abrigo Maringá.

O vereador também abordou o papel das redes sociais na popularização da história local entre os jovens. “Hoje, muitos me reconhecem nas ruas como ‘o cara das histórias de Campina’. Isso mostra que a juventude quer se conectar com suas raízes — só precisa que alguém conte essas histórias de forma acessível”, destacou.

Encerrando a entrevista, Olímpio Oliveira falou sobre “a Campina dos seus sonhos”: uma cidade mais justa, onde todos tenham acesso digno à saúde, educação e bem-estar social. “Campina tem capacidade de realizar o maior São João do mundo, mas ainda enfrenta problemas antigos que poderiam ser superados com gestão e consciência social. O que eu sonho é com uma Campina que ofereça qualidade de vida a quem mais precisa”, afirmou.

Com sua atuação, Olímpio reforça o compromisso de manter viva a história e o orgulho campinense, unindo passado e presente para inspirar um futuro melhor para todos os cidadãos da Rainha da Borborema